HIPOCRISIA E CONFORMISMO

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Alguém já teve a oportunidade de trabalhar com gesso em artesanato?

É bem simples, é só ter o molde e usar a criatividade para fazer os diferentes objetos que se desejam.

Agora, se fizermos um paralelo podemos também dizer que o molde é o mundo, com as suas estruturas sociais, políticas e culturais enquanto nós, os seres humanos, os indivíduos que compõe o coletivo somos a “massa de gesso”.

Assim, temos duas opções: ou ser jogados neste molde ou tomar outro rumo e se moldar a outros padrões que não sejam deste mundo.

Você já parou pra refletir sobre isso? louco né?

Mas é a partir deste ponto que gostaria de trazer uma reflexão sobre a importância do indivíduo na sociedade atual, onde o certo e o errado são questionados a cada instante através de informações e/ou pseudo – informações propagadas através de mídias que são facilmente acessadas pela grande maioria dos cidadãos.

Muito bem, posso te fazer uma pergunta? quando criança, você já passou pela seguinte experiência: um adulto te encontra e te cumprimenta com um beijo “molhado” no rosto? qual foi a tua reação? limpar o rosto na hora? e os teus pais o que eles disseram? que era muito feio limpar o rosto? se a tua resposta para todas as perguntas foi sim, isto quer dizer que naquele momento você iniciou a se moldar aos “padrões do mundo” além de aprender a finjir (mentir). Assim, nós aprendemos a nos conformar com o mundo ( circunstâncias, situações, experiências e etc) e a ser hipócritas.

Sim, são palavras feias, mas foi assim que a grande maioria dos indivíduos aprendeu a viver em sociedade. Baseado em medo, desconfiança, preguiça, desculpas/justificativas, feridas emocionais, desilusões entre outros, este indivíduo foi se formando e conformando ao molde mundo com uma estrutura que, em 100% dos casos, não responde às necessidades básicas do ser humano. Desta forma, sendo hipócrita, o individuo acredita realmente que está tudo bem e que a vida é assim mesmo, quando na realidade não passa de presa fácil de abutres famintos. abutres que também são conformados aos padrões deste mundo e também são hipócritas mas trazem dentro de si o tempero do orgulho. Sim, o orgulho que conduz o ser humano à droga mais pesada que possa existir e que tem como efeito a ilusão de ser alguém com poderes sobrenaturais que se acha no direito de comandar os demais indivíduos.

Muito bem, sabendo que a necessidade básica do ser humano é amar e ser amado e que isto é o fundamento de qualquer relacionamento, segundo você é possível não se conformar aos padrões deste mundo? Eu tenho certeza que sim, e acredito que quando todos os indivíduos tiverem consciência de quem são e da posição que ocupam, conseguiremos renovar a nossa mente e transformar o coletivo, a sociedade.

NÃO SEJA MAIS UM HIPÓCRITA CONFORMADO, renove a tua mente com as coisas que vem do alto e seja um AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO.

hipocrisia

A sociedade atualmente está vivendo um período onde a liberdade de expressão é uma das características mais marcantes deste período histórico que muitos tentam definir. Mesmo existindo uma gama enorme de tentativas de definições desta era, todas as correntes tem algumas coisas em comum: egoísmo, individualismo e porque não dizer separatismo, pois na maioria das vezes a vontade própria e justiça própria são as bandeiras levantadas por correntes que se gloriam de seus atos com o objetivo de menosprezar, subjulgar o outro, que é rotulado por nomenclaturas pré conceituosas e exclusivas. Em uma sociedade onde é pregada a inclusão social e cultural, a minha formação cristã me remete às palavras de Cristo que dizem: um reino dividido jamais subsistirá e que é o hipócrita que deseja o “dano” do outro, baseado em seus próprios “ideais” e “idéias”…. Neste sentido, a reflexão proposta está baseada em uma só palavra que é a característica destes indivíduos que constituem estas correntes separtistas, individualistas e egoístas: HIPOCRISIA. segundo o dicionário etimológico a palavra hipocrisia deriva do grego hypokrisía que significa fingir. FINGIR? Mas o termo, mencionado acima, se refere a um contexto social e cultural hebraíco e não grego. Assim, este termo deriva do hebraíco hanep, khoneph que significa: poluído, antagônico ao que é sagrado, ou ainda, usar de impidade, ou: “A hipocrisia consiste em fingir alguém ser aquilo que ele não é, como se estivesse representando ser melhor do que, na realidade, é. Essa é a base do falso orgulho. Alguém gostaria de ser algo significativo. Não sendo isso, o indivíduo apresenta ao público uma fachada de bondade que é falsa ou exagerada. Os sinônimos são a dissimulação, o farisaísmo, o fingimento e a falsa pretensão. O ludibrio sempre faz parte da vida ou dos atos hipócritas”. Voltando, à reflexão sobre as correntes que tentam “impor” as próprias idéias e ou ideais acredito que elas são falsas e tentam ludibriar (enganar com palavras capiciosas) o outro tentando menosprezá-lo através de distorções incoerentes daquilo que se é professado e defendido. Neste sentido, toda a “corrente” será sempre uma escolha hipócrita baseada no orgulho próprio. Mas será que então não existe o certo ou o errado? será que então somos todos hipócritas? que tentam defender suas idéias e ideiais? a mimha resposta é sim e não. Acredito que toda a vez que tentamos defender as NOSSAS idéias de forma a gerar divisões acbamos sendo hipócritas, mas se defendermos a unidade através das diferenças podemos sim almejar uma sociedade, comunidade ou coletivo unido, forte, coeso e baseado na diversidade. Será que isto é possível? Acredito que é possivel a partir do momento que o indivíduo se propõe a desconstruir a estrutura mental historica, cultural, social e política construída ao longo de décadas e porque não dizer de séculos que responde somente às necessidades pessoais de indivíduos inseridos em um contexto relativista e tecnológico. Enfim, se todo o indivíduo se propor a renovar a própria mente segundo valores e princípios perpétuos e incorruptíveis, poderemos constituir um coletivo,uma comunidade, uma sociedade forte coesa e propositiva